domingo, março 14, 2010

O TGV

Mariano Rajoy, líder do PP espanhol (partido congénere do PSD em Espanha), afirma hoje, em entrevista ao "Tribuna de Salamanca", que, assim que o PP voltar ao Governo, o TGV (AVE em espanha) vai passar por Salamanca em direcção a Aveiro.
Segundo o mesmo, tudo está previsto no acordo que o Governo Espanhol (nos tempos de Aznar) assinou com o Governo Português (nos tempos de Barroso e Manuela Ferreira Leite) na já celebre Cimeira da Figueira da Foz (terra tão enigmática para os "Sociais Democratas", pelo que fará questão de fazer cumprir esse tratado internacional...
Enquanto estudante em Salamanca, até que gosto da ideia, mas enquanto Português tenho de ficar preocupado...
Compreendo a utilidade da ligação Lisboa-Madrid e Porto-Vigo, mas lamento que estas não se destinem também ao transporte de mercadorias...
No caso de tal solução ser prevista, ai faria sentido um ramal com saída de Sines em direcção à Linha de Lisboa-Madrid, o que não só rentabilizaria a linha de TGV, como permitiria a este porto alentejano assumir o papel para que foi desenhado.
Quanto à ligação Lisboa-Porto e Aveiro-Salamanca tenho muitas duvidas da sua rentabilidade e efeitos práticos.
No primeiro caso penso que seria mais útil a modernização total da linha, de forma a permitir uma maximização do pendular.
No segundo caso, o pendular poderia também ser a solução. Além de ser uma solução muito mais barata, a utilização da linha terá dificilmente uma rentabilidade efectiva, a não ser que a ideia seja fazer a ligação da Galiza a Madrid por esta via, uma vez que parece que a solução espanhola para tal ligação está cada vez mais distante...

quarta-feira, janeiro 06, 2010

Manuel Casimiro


Faleceu na noite de ontem Manuel Casimiro vitima de morte súbita aos 62 anos de idade. Manuel Casimiro era um colaborador da RVA desde a primeira hora.
Homem ligado ao desporto do futebol ao hóquei e ciclismo a RVA deve-lhe a sua dedicação, e o amor que dedicou à rádio pela qual nutria uma verdadeira paixão.
Nesta foto, na ultima edição do GP Liberty Seguros, mais uma vez lá estava o "manel" ao meu lado. Foi companheiro de muitos kms... Um companheiro que nunca esquecerei... Obrigado por tudo "manel" e um até sempre...

domingo, novembro 29, 2009

Estatutos: Cumprir ou não cumprir, eis a questão...

Diz o artigo 57º dos estatutos do Partido Socialista na sua alinea f, que é responsabilidade da Comissão Federativa de Jurisdição, “decretar a suspensão, após audição prévia, e propor à Comissão Nacional de Jurisdição a expulsão dos militantes que integrem ou apoiem listas contrárias à orientação definida pelos órgãos competentes do Partido Socialista, inclusive nos actos eleitorais em que o Partido se não faça representar.”
De acordo com notícias que circulam em Alenquer, o secretariado concelhio terá proposto a este órgão a expulsão de alguns militantes por terem ingressado em listas contrárias, ou por terem, de forma pública, apoiado listas contrárias às do PS nas eleições autárquicas...
Convirá no entanto verificar em que condições essas candidaturas surgiram, ou esses apoios foram declarados...
A “estória” de Santo Estêvão é sobejamente conhecida, não valendo por isso grandes comentários, mas não posso deixar de referenciar que tanto Américo Marçal, como Gilberto Cistóvão, terão alguma razão pelo seu descontentamento com o secretariado da concelhia do PS Alenquer...
É certo que não deveriam ter liderado uma lista contra o candidato do PS de Alenquer...
É certo que não deveriam ter hipotecado a maioria absoluta de Paulo Matias, que a merecia, não só por ser o melhor candidato, mas por ser o único dos cinco que tinha realmente um projecto para a freguesia de Santo Estêvão.
Mas também é certo que, antes deste incidente, Américo Marçal e Gilberto Cristóvão, terão sido dos mais activos membros do PS Alenquer, desempenhando diversas funções politico/partidarias ao longo de 34 anos...
Será que por isso não merecem o beneficio da duvida?

Outro dos nomes que me é apontado como expulsavel é o de Rui Branco...
Só posso esperar que não passe de rumor...
Se para mim os primeiros merecem o beneficio da duvida, este merece ser, hoje e sempre, e até que lhe apeteça, militante do PS Alenquer...
Merece ser militante porque sempre defendeu o PS Alenquer...
Merece ser militante, porque enquanto presidente da Junta de Ota, defendeu o indefensável, deu o corpo às balas pelo partido que escolheu como seu, mas que agora parece não o querer entre os seus...
Ao que se alega, Rui Branco terá apoiado publicamente uma lista independente na Freguesia de Ota, que não mereceu o apoio do PS Alenquer...
Apoiou, porque achou que seria a melhor alternativa para a sua freguesia, tal como a grande maioria da freguesia da Ota veio a confirmar...
Não apoiou o candidato do PS é verdade, mas Manuel Alegre também concorreu contra Soares e nem por isso foi expulso do PS e muitos foram os militantes do PS Alenquer que apoiaram o poeta e também por cá continuam...

Segundo me dizem, o secretariado concelhio, não quer expulsar ninguem, mas tem que cumprir os estatutos...

Só é pena que não os militantes não conheçam os 121 artigos do dito documento...
E já agora a Declaração de Pincipios do PS...

sexta-feira, setembro 25, 2009

Legislativas 2009

Car@s amig@s,

Como sabem, nunca escondi a minha preferência partidária, nem nunca o farei, mas neste momento não vos venho apelar ao voto em José Sócrates.
Venho sim, apelar ao vosso voto.
No próximo domingo, o que está em causa é o futuro de Portugal.
É o futuro de todos nós...Por esse motivo não devemos deixar em mãos alheias um direito pelo qual milhares de portugueses lutaram durante décadas, e ao qual hoje damos pouca importância.
Não é no café, na manifestação ou na tertúlia que se define o futuro do país...
O futuro de Portugal está no seu voto, no meu voto, no voto de todos os portugueses.
Por esse motivo, no domingo não fique em casa. Vá votar...
Façam Avançar Portugal, para que na segunda-feira não acordemos a preto e branco num país de século XX.

Abraços e beijinhos.

quinta-feira, setembro 17, 2009

TVI - A Minha Leitura (José Niza)

"Fui director de programas da RTP e depois seu administrador. E garanto-vos que, se alguma vez algum apresentador ou jornalista desse uma entrevista a chamar-me "estúpido", a primeira coisa que aconteceria seria o cancelamento imediato do seu programa, independentemente de haver ou não eleições em curso.
Por isso me parece incompreensível que, embora rios de tinta já se tenham escrito sobre o cancelamento do jornal nacional que Manuela Moura Guedes (MMG) apresentava na TVI, todos os analistas e comentadores tenham ignorado a explosiva e provocatória entrevista que MMG deu ao Diário de Notícias dias antes de a administração da TVI lhe ter acabado com o programa.
Em meu entender essa entrevista, realizada com antecedência para ser publicada no dia do regresso de MMG com o seu jornal nacional, foi a gota de água que precipitou a decisão da TVI. É que, o seu conteúdo, de tão explosivo e provocatório que era, começou a ser divulgado dias antes. E se chegou ao meu conhecimento, mais cedo terá chegado à administração da TVI.
Nessa entrevista MMG chama "estúpidos" aos seus superiores. Aliás, as palavras "estúpidos" e "estupidez" aparecem várias vezes sempre que MMG se refere à administração.
É um documento que merece ser analisado, não somente do ângulo jornalístico, mas sobretudo do ponto de vista comportamental. É uma entrevista de uma pessoa claramente perturbada, convicta de que é a maior ("Eu sou a Manuela Moura Guedes"!) e que se sente perseguida por toda a gente. (Em psiquiatria esse tipo de fenómenos são conhecidos por "ideias delirantes", de grandeza ou de perseguição).
MMG diz-se perseguida pela administração da TVI; afirma que os accionistas da PRISA são "ignorantes"; considera-se "um alvo a abater"; acusa José Alberto de Carvalho, José Rodrigues dos Santos e Judite de Sousa de fazerem "fretes ao governo" e de serem "cobardes"; acusa o Sindicato dos Jornalistas de pessoas que "nunca fizeram a ponta de um corno na vida"; diz que o programa da RTP 2, Clube de Jornalistas, é uma "porcaria"; provoca a ERC (Entidade Reguladora da Comunicação Social); arrasa Miguel Sousa Tavares e Pacheco Pereira, etc.
E quando o entrevistador lhe pergunta se um pivô de telejornal não deve ser "imparcial", "equidistante", "ponderado", ela responde: "Então metam lá uma boneca insuflável"!
Como é que a uma pessoa que assim "pensa" e assim se comporta, pode ser dado tempo de antena em qualquer televisão minimamente responsável?
Ao contrário do que alguns pretendem fazer crer - e como sublinhou Mário Soares - esta questão não tem nada a ver com liberdade de imprensa ou com a falta dela. Trata-se, simplesmente, de um acto e de uma imperativa decisão administrativa, e de bom senso democrático.
Como é que alguém, ou algum programa, a coberto da liberdade de imprensa, pode impunemente acusar, sem provas, pessoas inocentes? É que a liberdade de imprensa não é um valor absoluto, tem os seus limites, implica também responsabilidades. E quando se pisa esse risco, está tudo caldeirado. Há, no entanto, uma coisa que falta: uma explicação totalmente clara e convincente por parte da administração da TVI, que ainda não foi dada.
Vale também a pena considerar os posicionamentos político-partidários de MMG e do seu marido.
J. E. Moniz tem, desde Mário Soares, um ódio visceral ao PS. Sei do que falo. MMG foi deputada do CDS na AR.Até aqui, nada de especialmente especial.
O que já não está bem - e é criminoso - é que ambos se sirvam de um telejornal para impunemente acusarem pessoas inocentes, sem quaisquer provas, instilando insinuações e induzindo suspeições.
Ainda mais reles é o miserável aproveitamento partidário que, a começar no PSD e em M. F. Leite, e a acabar em Louçã e no BE, está a ser feito. Estes líderes políticos, tal como Paulo Portas e Jerónimo de Sousa, sabem muito bem, que nem Sócrates nem o governo tiveram qualquer influência no caso TVI. Eles sabem isto. Mas Salazar dizia: "O que parece, é"!
E eles aprenderam.

- 1984. Eu era, então, administrador da RTP. Um dia a minha secretária disse-me que uma das apresentadoras tinha urgência em falar comigo: - "Venho pedir-lhe se me deixa ir para a informação, quero ser jornalista"! Perguntei-lhe se tinha algum curso de jornalismo. Não tinha. Perguntei-lhe se, ao menos, tinha alguma experiência jornalística, num jornal, numa rádio... Não tinha. "O que eu quero é ser jornalista"! Percebi que estava perante uma pessoa tão determinada quanto ignorante. E disse-lhe: "Vá falar com o director de informação; se ele a aceitar, eu passo-lhe a guia de marcha e deixo-a ir". A magricelas conseguiu. Dias depois, na primeira entrevista que fez - no caso, ao presidente do Sporting, João Rocha - a peixeirada foi tão grande que ficou de castigo e sem microfone uma data de tempo.

P.S.
A jovem apresentadora chamava-se Manuela Moura Guedes.
E se eu soubesse o que sei hoje..."

quinta-feira, julho 30, 2009

Programa de Governo PS para a Comunicação Social

Num novo contexto em que se assiste ao fim da hegemonia dos mass media tradicionais, à emergência do paradigma digital e do crescente desenvolvimento da Internet, será preocupação do PS incentivar o desenvolvimento empresarial do sector, assegurar condições para a efectiva democratização do acesso às novas plataformas da informação e zelar pela oferta, universal e igual, de uma diversidade substancial de serviços de comunicação social.

O PS dará sequência ao processo de adaptação do sector ao novo contexto tecnológico e empresarial, procedendo:

• À conclusão do processo de operacionalização da televisão digital terrestre (TDT), definindo o modelo de desenvolvimento da plataforma de acesso livre com base numa oferta ampliada de serviços de programas e respeitando o prazo determinado para o switch-off analógico;

• À criteriosa avaliação da afectação do espectro radioeléctrico libertado pela digitalização das emissões de televisão (dividendo digital) a novos serviços de comunicação social;

• A uma extensa revisão da Lei da Rádio, nomeadamente com o objectivo de dinamizar e fortalecer o papel das rádios locais e de preparar a transição das emissões hertzianas terrestres para o ambiente digital;

• À aprovação de regras sobre a transparência, não concentração e pluralismo dos meios de comunicação social;

• À conclusão da transposição da Directiva sobre os meios de comunicação social audiovisual, no sentido de permitir o desenvolvimento de novos serviços de comunicação social e a flexibilização das regras sobre publicidade televisiva.


No quadro dos incentivos à comunicação social, será enfatizada a necessidade de assegurar uma oferta qualificada e diversificada:

• Centrando o sistema de incentivos de Estado na promoção de projectos que representem um efectivo acréscimo de valor social e cultural, incluindo o estímulo à criação de meios de comunicação social comunitários – não comerciais e com finalidade predominantemente social -, tendo em vista o aprofundamento do pluralismo e o reforço da integração de grupos minoritários ou com necessidades especiais;

• Incentivando a participação dos meios de comunicação social na promoção de hábitos de leitura e no desenvolvimento da educação para os media;

• Dotando de eficácia as regras sobre a distribuição da publicidade do Estado ou institucional.


No que concerne ao serviço público de rádio e de televisão, será prioridade do PS:

• Garantir, de acordo com o modelo europeu de serviço público, a diversificação de serviços da RTP, incluindo serviços

a pedido, e a utilização de novas plataformas de distribuição, na perspectiva da sua evolução para um serviço público global de media;

• Cumprir o acordo de reestruturação financeira da RTP, mantendo um financiamento público de base plurianual, de montante adequado e regular, que permita ao serviço público o cabal cumprimento da sua missão;

• Rever o contrato de serviço público de rádio, afirmando a RDP como rádio de referência fundada numa programação diversificada e inovadora, na promoção da língua e da cultura portuguesa, em especial da sua música, e no pluralismo e rigor da informação;

• Reforçar a legitimação social do serviço público, promovendo a adopção de práticas internas de estudo e reflexão que permitam o apuramento sistemático do cumprimento das exigências de qualidade e diversidade da programação e assegurar o pleno cumprimento das respectivas obrigações legais e contratuais;

No que respeita ao serviço de interesse público fornecido pela Lusa, o PS assegurará, no quadro da estabilidade do relacionamento contratual entre o Estado e a agência, a sua prestação de forma independente e rigorosa, pela eficiente e criteriosa gestão de recursos e pela continuidade da sua função de agência nacional, das comunidades portuguesas e da lusofonia, apta a prestar serviços específicos à comunicação social regional e local e a disponibilizar os seus arquivos.

quarta-feira, julho 08, 2009

Como as pessoas em 1910 olhavam para o ano 2000

A Biblioteca Nacional da França (BNF) tem uma impressionante coleção de gravuras feitas em 1910, que retratam o que seria a vida no ano de 2000.



Os bombeiros voariam…





Os sapatos teriam motor…




Os barbeiros seriam robôs…




Os carros voariam…




As mensagens seriam fonográficas…




Existiriam drive-in para “carros voadores”…





Os jornais seriam escutados ao invés de lidos…




Existiriam videoconferências…




Não existiriam funcionários nas obras, somente robôs…




Os alunos não usariam livros, eles iriam ouvi-los, de acordo com a vontade do professor

(observe a animação do auxiliar)…





Fabricar roupas nunca seria tão fácil.

in http://colunistas.ig.com.br/obutecodanet/2009/02/03/como-as-pessoas-em-1910-viam-o-ano-2000/