Car@s amig@s,
Como sabem, nunca escondi a minha preferência partidária, nem nunca o farei, mas neste momento não vos venho apelar ao voto em José Sócrates.
Venho sim, apelar ao vosso voto.
No próximo domingo, o que está em causa é o futuro de Portugal.
É o futuro de todos nós...Por esse motivo não devemos deixar em mãos alheias um direito pelo qual milhares de portugueses lutaram durante décadas, e ao qual hoje damos pouca importância.
Não é no café, na manifestação ou na tertúlia que se define o futuro do país...
O futuro de Portugal está no seu voto, no meu voto, no voto de todos os portugueses.
Por esse motivo, no domingo não fique em casa. Vá votar...
Façam Avançar Portugal, para que na segunda-feira não acordemos a preto e branco num país de século XX.
Abraços e beijinhos.
Sexta-feira, Setembro 25, 2009
Legislativas 2009
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Nuno Inácio
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Quinta-feira, Setembro 17, 2009
TVI - A Minha Leitura (José Niza)
"Fui director de programas da RTP e depois seu administrador. E garanto-vos que, se alguma vez algum apresentador ou jornalista desse uma entrevista a chamar-me "estúpido", a primeira coisa que aconteceria seria o cancelamento imediato do seu programa, independentemente de haver ou não eleições em curso.
Por isso me parece incompreensível que, embora rios de tinta já se tenham escrito sobre o cancelamento do jornal nacional que Manuela Moura Guedes (MMG) apresentava na TVI, todos os analistas e comentadores tenham ignorado a explosiva e provocatória entrevista que MMG deu ao Diário de Notícias dias antes de a administração da TVI lhe ter acabado com o programa.
Em meu entender essa entrevista, realizada com antecedência para ser publicada no dia do regresso de MMG com o seu jornal nacional, foi a gota de água que precipitou a decisão da TVI. É que, o seu conteúdo, de tão explosivo e provocatório que era, começou a ser divulgado dias antes. E se chegou ao meu conhecimento, mais cedo terá chegado à administração da TVI.
Nessa entrevista MMG chama "estúpidos" aos seus superiores. Aliás, as palavras "estúpidos" e "estupidez" aparecem várias vezes sempre que MMG se refere à administração.
É um documento que merece ser analisado, não somente do ângulo jornalístico, mas sobretudo do ponto de vista comportamental. É uma entrevista de uma pessoa claramente perturbada, convicta de que é a maior ("Eu sou a Manuela Moura Guedes"!) e que se sente perseguida por toda a gente. (Em psiquiatria esse tipo de fenómenos são conhecidos por "ideias delirantes", de grandeza ou de perseguição).
MMG diz-se perseguida pela administração da TVI; afirma que os accionistas da PRISA são "ignorantes"; considera-se "um alvo a abater"; acusa José Alberto de Carvalho, José Rodrigues dos Santos e Judite de Sousa de fazerem "fretes ao governo" e de serem "cobardes"; acusa o Sindicato dos Jornalistas de pessoas que "nunca fizeram a ponta de um corno na vida"; diz que o programa da RTP 2, Clube de Jornalistas, é uma "porcaria"; provoca a ERC (Entidade Reguladora da Comunicação Social); arrasa Miguel Sousa Tavares e Pacheco Pereira, etc.
E quando o entrevistador lhe pergunta se um pivô de telejornal não deve ser "imparcial", "equidistante", "ponderado", ela responde: "Então metam lá uma boneca insuflável"!
Como é que a uma pessoa que assim "pensa" e assim se comporta, pode ser dado tempo de antena em qualquer televisão minimamente responsável?
Ao contrário do que alguns pretendem fazer crer - e como sublinhou Mário Soares - esta questão não tem nada a ver com liberdade de imprensa ou com a falta dela. Trata-se, simplesmente, de um acto e de uma imperativa decisão administrativa, e de bom senso democrático.
Como é que alguém, ou algum programa, a coberto da liberdade de imprensa, pode impunemente acusar, sem provas, pessoas inocentes? É que a liberdade de imprensa não é um valor absoluto, tem os seus limites, implica também responsabilidades. E quando se pisa esse risco, está tudo caldeirado. Há, no entanto, uma coisa que falta: uma explicação totalmente clara e convincente por parte da administração da TVI, que ainda não foi dada.
Vale também a pena considerar os posicionamentos político-partidários de MMG e do seu marido.
J. E. Moniz tem, desde Mário Soares, um ódio visceral ao PS. Sei do que falo. MMG foi deputada do CDS na AR.Até aqui, nada de especialmente especial.
O que já não está bem - e é criminoso - é que ambos se sirvam de um telejornal para impunemente acusarem pessoas inocentes, sem quaisquer provas, instilando insinuações e induzindo suspeições.
Ainda mais reles é o miserável aproveitamento partidário que, a começar no PSD e em M. F. Leite, e a acabar em Louçã e no BE, está a ser feito. Estes líderes políticos, tal como Paulo Portas e Jerónimo de Sousa, sabem muito bem, que nem Sócrates nem o governo tiveram qualquer influência no caso TVI. Eles sabem isto. Mas Salazar dizia: "O que parece, é"!
E eles aprenderam.
- 1984. Eu era, então, administrador da RTP. Um dia a minha secretária disse-me que uma das apresentadoras tinha urgência em falar comigo: - "Venho pedir-lhe se me deixa ir para a informação, quero ser jornalista"! Perguntei-lhe se tinha algum curso de jornalismo. Não tinha. Perguntei-lhe se, ao menos, tinha alguma experiência jornalística, num jornal, numa rádio... Não tinha. "O que eu quero é ser jornalista"! Percebi que estava perante uma pessoa tão determinada quanto ignorante. E disse-lhe: "Vá falar com o director de informação; se ele a aceitar, eu passo-lhe a guia de marcha e deixo-a ir". A magricelas conseguiu. Dias depois, na primeira entrevista que fez - no caso, ao presidente do Sporting, João Rocha - a peixeirada foi tão grande que ficou de castigo e sem microfone uma data de tempo.
P.S.
A jovem apresentadora chamava-se Manuela Moura Guedes.
E se eu soubesse o que sei hoje..."
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Nuno Inácio
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Quinta-feira, Julho 30, 2009
Programa de Governo PS para a Comunicação Social
Num novo contexto em que se assiste ao fim da hegemonia dos mass media tradicionais, à emergência do paradigma digital e do crescente desenvolvimento da Internet, será preocupação do PS incentivar o desenvolvimento empresarial do sector, assegurar condições para a efectiva democratização do acesso às novas plataformas da informação e zelar pela oferta, universal e igual, de uma diversidade substancial de serviços de comunicação social.
O PS dará sequência ao processo de adaptação do sector ao novo contexto tecnológico e empresarial, procedendo:
• À conclusão do processo de operacionalização da televisão digital terrestre (TDT), definindo o modelo de desenvolvimento da plataforma de acesso livre com base numa oferta ampliada de serviços de programas e respeitando o prazo determinado para o switch-off analógico;
• À criteriosa avaliação da afectação do espectro radioeléctrico libertado pela digitalização das emissões de televisão (dividendo digital) a novos serviços de comunicação social;
• A uma extensa revisão da Lei da Rádio, nomeadamente com o objectivo de dinamizar e fortalecer o papel das rádios locais e de preparar a transição das emissões hertzianas terrestres para o ambiente digital;
• À aprovação de regras sobre a transparência, não concentração e pluralismo dos meios de comunicação social;
• À conclusão da transposição da Directiva sobre os meios de comunicação social audiovisual, no sentido de permitir o desenvolvimento de novos serviços de comunicação social e a flexibilização das regras sobre publicidade televisiva.
No quadro dos incentivos à comunicação social, será enfatizada a necessidade de assegurar uma oferta qualificada e diversificada:
• Centrando o sistema de incentivos de Estado na promoção de projectos que representem um efectivo acréscimo de valor social e cultural, incluindo o estímulo à criação de meios de comunicação social comunitários – não comerciais e com finalidade predominantemente social -, tendo em vista o aprofundamento do pluralismo e o reforço da integração de grupos minoritários ou com necessidades especiais;
• Incentivando a participação dos meios de comunicação social na promoção de hábitos de leitura e no desenvolvimento da educação para os media;
• Dotando de eficácia as regras sobre a distribuição da publicidade do Estado ou institucional.
No que concerne ao serviço público de rádio e de televisão, será prioridade do PS:
• Garantir, de acordo com o modelo europeu de serviço público, a diversificação de serviços da RTP, incluindo serviços
a pedido, e a utilização de novas plataformas de distribuição, na perspectiva da sua evolução para um serviço público global de media;
• Cumprir o acordo de reestruturação financeira da RTP, mantendo um financiamento público de base plurianual, de montante adequado e regular, que permita ao serviço público o cabal cumprimento da sua missão;
• Rever o contrato de serviço público de rádio, afirmando a RDP como rádio de referência fundada numa programação diversificada e inovadora, na promoção da língua e da cultura portuguesa, em especial da sua música, e no pluralismo e rigor da informação;
• Reforçar a legitimação social do serviço público, promovendo a adopção de práticas internas de estudo e reflexão que permitam o apuramento sistemático do cumprimento das exigências de qualidade e diversidade da programação e assegurar o pleno cumprimento das respectivas obrigações legais e contratuais;
No que respeita ao serviço de interesse público fornecido pela Lusa, o PS assegurará, no quadro da estabilidade do relacionamento contratual entre o Estado e a agência, a sua prestação de forma independente e rigorosa, pela eficiente e criteriosa gestão de recursos e pela continuidade da sua função de agência nacional, das comunidades portuguesas e da lusofonia, apta a prestar serviços específicos à comunicação social regional e local e a disponibilizar os seus arquivos.
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Nuno Inácio
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Quarta-feira, Julho 08, 2009
Como as pessoas em 1910 olhavam para o ano 2000
A Biblioteca Nacional da França (BNF) tem uma impressionante coleção de gravuras feitas em 1910, que retratam o que seria a vida no ano de 2000.

Os bombeiros voariam…

Os sapatos teriam motor…

Os barbeiros seriam robôs…

Os carros voariam…

As mensagens seriam fonográficas…

Existiriam drive-in para “carros voadores”…

Os jornais seriam escutados ao invés de lidos…

Existiriam videoconferências…

Não existiriam funcionários nas obras, somente robôs…

Os alunos não usariam livros, eles iriam ouvi-los, de acordo com a vontade do professor
(observe a animação do auxiliar)…

Fabricar roupas nunca seria tão fácil.
in http://colunistas.ig.com.br/obutecodanet/2009/02/03/como-as-pessoas-em-1910-viam-o-ano-2000/
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Nuno Inácio
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1:27 AM
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Sexta-feira, Junho 26, 2009
"Note to President Obama: Want to Fix the Schools? Look to Portugal!"
Um dos maiores especialistas mundiais em educação considera Portugal como um exemplo a seguir.
Confira aqui http://www.huffingtonpost.com/don-tapscott/note-to-president-obama-w_b_220198.html
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Nuno Inácio
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1:20 PM
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Segunda-feira, Junho 08, 2009
E se o voto em branco fosse um partido?

Como já referi, foram muitos os que votando, o fizeram em branco.
Sempre encarei o voto em branco, como um dos mais importantes da democracia, mas também como o mais preocupante.
Importante e preocupante, porque permite, na minha humilde opinião, dizer que não se concorda com nenhum dos projectos apresentado, afirmando ao mesmo tempo que é preciso mudar.
Decidi fazer as contas ao que valem hoje os votos em branco, e cheguei à conclusão que se o voto em branco fosse um partido, este tinha sido o 6º mais votado, logo atrás dos 5 grandes, e teria elegido um eurodeputado...
Preocupante, não?
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Nuno Inácio
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2:36 PM
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Labels: Politica
Europeias - Grandes Vencedores: Bloco e Voto em Branco

Digo, com alguma tristeza, que o resultado de ontem não me surpreendeu muito...
O PS, foi sem dúvida o grande derrotado da noite europeia, não obstante, ter conseguido em Alenquer uma vitória, ainda que não sendo brilhante, foi percentualmente a mais expressiva em todo o distrito de Lisboa.
O PS perdeu em Alenquer 1815 votos em relação a 2004, tendo o PSD + o CDS ganho 1064 votos em relação a 2004.
O PCP/PEV também ganhou votos, subindo 377 votos.
Já o Bloco de esquerda conseguiu a subida percentualmente mais expressiva (mais do que duplicou), e a segunda mais expressiva em termos de votos expressos (+792 votos do que 2004, o que a torna a 4ª força politica mais votada no concelho, à frente do CDS-PP).
Em termos de abstenção estas eleições foram menos más do que as de 2004 (-1,04%).
Mas, para mim, o dado mais preocupante destas eleições é a subida expressiva dos votos brancos. Em Alenquer, o número de eleitores que votou em branco mais do que duplicou (subiu 2,42%, o que representa 358 votos).
Resumindo, tal como a nível nacional, são cada vez mais os Alenquerenses que não se revêem em nenhuma das soluções políticas apresentadas, o que deve ser encarado com alguma precaução...
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Nuno Inácio
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2:05 PM
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