quinta-feira, julho 30, 2009

Programa de Governo PS para a Comunicação Social

Num novo contexto em que se assiste ao fim da hegemonia dos mass media tradicionais, à emergência do paradigma digital e do crescente desenvolvimento da Internet, será preocupação do PS incentivar o desenvolvimento empresarial do sector, assegurar condições para a efectiva democratização do acesso às novas plataformas da informação e zelar pela oferta, universal e igual, de uma diversidade substancial de serviços de comunicação social.

O PS dará sequência ao processo de adaptação do sector ao novo contexto tecnológico e empresarial, procedendo:

• À conclusão do processo de operacionalização da televisão digital terrestre (TDT), definindo o modelo de desenvolvimento da plataforma de acesso livre com base numa oferta ampliada de serviços de programas e respeitando o prazo determinado para o switch-off analógico;

• À criteriosa avaliação da afectação do espectro radioeléctrico libertado pela digitalização das emissões de televisão (dividendo digital) a novos serviços de comunicação social;

• A uma extensa revisão da Lei da Rádio, nomeadamente com o objectivo de dinamizar e fortalecer o papel das rádios locais e de preparar a transição das emissões hertzianas terrestres para o ambiente digital;

• À aprovação de regras sobre a transparência, não concentração e pluralismo dos meios de comunicação social;

• À conclusão da transposição da Directiva sobre os meios de comunicação social audiovisual, no sentido de permitir o desenvolvimento de novos serviços de comunicação social e a flexibilização das regras sobre publicidade televisiva.


No quadro dos incentivos à comunicação social, será enfatizada a necessidade de assegurar uma oferta qualificada e diversificada:

• Centrando o sistema de incentivos de Estado na promoção de projectos que representem um efectivo acréscimo de valor social e cultural, incluindo o estímulo à criação de meios de comunicação social comunitários – não comerciais e com finalidade predominantemente social -, tendo em vista o aprofundamento do pluralismo e o reforço da integração de grupos minoritários ou com necessidades especiais;

• Incentivando a participação dos meios de comunicação social na promoção de hábitos de leitura e no desenvolvimento da educação para os media;

• Dotando de eficácia as regras sobre a distribuição da publicidade do Estado ou institucional.


No que concerne ao serviço público de rádio e de televisão, será prioridade do PS:

• Garantir, de acordo com o modelo europeu de serviço público, a diversificação de serviços da RTP, incluindo serviços

a pedido, e a utilização de novas plataformas de distribuição, na perspectiva da sua evolução para um serviço público global de media;

• Cumprir o acordo de reestruturação financeira da RTP, mantendo um financiamento público de base plurianual, de montante adequado e regular, que permita ao serviço público o cabal cumprimento da sua missão;

• Rever o contrato de serviço público de rádio, afirmando a RDP como rádio de referência fundada numa programação diversificada e inovadora, na promoção da língua e da cultura portuguesa, em especial da sua música, e no pluralismo e rigor da informação;

• Reforçar a legitimação social do serviço público, promovendo a adopção de práticas internas de estudo e reflexão que permitam o apuramento sistemático do cumprimento das exigências de qualidade e diversidade da programação e assegurar o pleno cumprimento das respectivas obrigações legais e contratuais;

No que respeita ao serviço de interesse público fornecido pela Lusa, o PS assegurará, no quadro da estabilidade do relacionamento contratual entre o Estado e a agência, a sua prestação de forma independente e rigorosa, pela eficiente e criteriosa gestão de recursos e pela continuidade da sua função de agência nacional, das comunidades portuguesas e da lusofonia, apta a prestar serviços específicos à comunicação social regional e local e a disponibilizar os seus arquivos.

quarta-feira, julho 08, 2009

Como as pessoas em 1910 olhavam para o ano 2000

A Biblioteca Nacional da França (BNF) tem uma impressionante coleção de gravuras feitas em 1910, que retratam o que seria a vida no ano de 2000.



Os bombeiros voariam…





Os sapatos teriam motor…




Os barbeiros seriam robôs…




Os carros voariam…




As mensagens seriam fonográficas…




Existiriam drive-in para “carros voadores”…





Os jornais seriam escutados ao invés de lidos…




Existiriam videoconferências…




Não existiriam funcionários nas obras, somente robôs…




Os alunos não usariam livros, eles iriam ouvi-los, de acordo com a vontade do professor

(observe a animação do auxiliar)…





Fabricar roupas nunca seria tão fácil.

in http://colunistas.ig.com.br/obutecodanet/2009/02/03/como-as-pessoas-em-1910-viam-o-ano-2000/

sexta-feira, junho 26, 2009

"Note to President Obama: Want to Fix the Schools? Look to Portugal!"

Um dos maiores especialistas mundiais em educação considera Portugal como um exemplo a seguir.
Confira aqui http://www.huffingtonpost.com/don-tapscott/note-to-president-obama-w_b_220198.html

segunda-feira, junho 08, 2009

E se o voto em branco fosse um partido?


Como já referi, foram muitos os que votando, o fizeram em branco.
Sempre encarei o voto em branco, como um dos mais importantes da democracia, mas também como o mais preocupante.
Importante e preocupante, porque permite, na minha humilde opinião, dizer que não se concorda com nenhum dos projectos apresentado, afirmando ao mesmo tempo que é preciso mudar.
Decidi fazer as contas ao que valem hoje os votos em branco, e cheguei à conclusão que se o voto em branco fosse um partido, este tinha sido o 6º mais votado, logo atrás dos 5 grandes, e teria elegido um eurodeputado...
Preocupante, não?

Europeias - Grandes Vencedores: Bloco e Voto em Branco


Digo, com alguma tristeza, que o resultado de ontem não me surpreendeu muito...
O PS, foi sem dúvida o grande derrotado da noite europeia, não obstante, ter conseguido em Alenquer uma vitória, ainda que não sendo brilhante, foi percentualmente a mais expressiva em todo o distrito de Lisboa.
O PS perdeu em Alenquer 1815 votos em relação a 2004, tendo o PSD + o CDS ganho 1064 votos em relação a 2004.
O PCP/PEV também ganhou votos, subindo 377 votos.
Já o Bloco de esquerda conseguiu a subida percentualmente mais expressiva (mais do que duplicou), e a segunda mais expressiva em termos de votos expressos (+792 votos do que 2004, o que a torna a 4ª força politica mais votada no concelho, à frente do CDS-PP).
Em termos de abstenção estas eleições foram menos más do que as de 2004 (-1,04%).
Mas, para mim, o dado mais preocupante destas eleições é a subida expressiva dos votos brancos. Em Alenquer, o número de eleitores que votou em branco mais do que duplicou (subiu 2,42%, o que representa 358 votos).
Resumindo, tal como a nível nacional, são cada vez mais os Alenquerenses que não se revêem em nenhuma das soluções políticas apresentadas, o que deve ser encarado com alguma precaução...

sábado, maio 30, 2009

Elecciones Europeas. Los soñadores, el desencanto y la verdad

• Por Carlos Braverman

Entre el 4 y el 7 de junio de 2009, unos 375 millones de electores de los 27 países de la Unión Europea son convocados a las urnas para elegir el nuevo Europarlamento.
La actual legislatura está dominada por los conservadores, reunidos en el Partido Popular Europeo, que cuenta con 288 electos; el Partido Socialista Europeo dispone de 217 escaños; los liberales de la Alianza de los Demócratas y los Liberales, de 100. Los soberanistas, los verdes y los comunistas cuentan con algo más de 40 diputados cada uno. Los euroescépticos son 22. Y hay otros 30 en distintos posicionamientos.
Según evaluaciones, la crisis económica puede ser una explicación de la falta de interés de los ciudadanos. El aumento del desempleo, la incertidumbre ante el cierre de empresas y el temor al porvenir son las principales preocupaciones de los europeos. La Unión Europea aparece ante la gente como un actor lejano de esta realidad próxima y urgente.
No obstante muchos sondeos arrojan paradójicamente el siguiente saldo: un alto número de entrevistados reconoce que la crisis económica sería más acentuada sin la moneda única.
El número de electores que optarían por la abstención es significativo y sintomático, oscila según sondeos entre el 45.5 % y el 60 % según variaciones y tesituras.
Para a los teóricos de la posmodernidad como Derrida, Baudrillard, Lipovetsky y otros, el desencanto es un fenómeno muy esclarecedor de este síntoma.
Desencanto es un concepto que no habla sólo del desengaño o la pérdida de confianza en hechos y valores sociales, sino que aparte, les resta legitimidad, su razón de ser pierde vigencia.
Junto con el desarraigo, ambos suelen explicar estos fenómenos de aislamiento y no participación en situaciones de crisis. El desarraigo no habla sólo de la no adaptación a ciertos contextos, sino da cuenta del proceso por el cual el sujeto vive el contexto enfrentado a sí mismo, a su persona.
En los últimos tiempos muchos colegas publicaron acertados trabajos que caracterizan el proceso de construcción de la UE como un éxito limitado, reservando sus logros a la integración económica y dejando vacante los aspectos políticos y sociales.
Coincidimos con ello y no nos extrañan los fenómenos que detallamos a la luz de este razonamiento.
Se debe volver a la Europa Social, es decir, a la de la sociedad y la política, la que prestigia las políticas sociales para integrar y atender los diversos colectivos.
Nuestro análisis se centra en la construcción del concepto de ciudadanía en la UE, como necesario para afrontar esta etapa.
En su momento, comentamos el Manifiesto del PSE, “Las personas primero: un nuevo rumbo para Europa”.
Este documento del Partido Socialista Europeo, encuentra su antecedente en “La Nueva Europa Social, Documento base para el debate “, de Poul Nyrup Rasmussen, quien fuera Primer Ministro de Dinamarca.
No menos valorables son los aportes de Jaccques Delors al respecto, antiguo Presidente de la Comisión Europea.
El Manifiesto es claro, distribución equitativa de los bienes básicos y rescatar la figura del ciudadano para jerarquizar la acción de los sujetos políticos en un programa de desarrollo que desande los caminos del neoliberalismo.
Es volver a la gente, lo contrario a ciertas contextualizaciones actuales, que no deben extrañar en las concepciones de populares-conservadores,
Prestigian como dice Rancière, el orden de las cosas y el estado, no la política en tanto aquello que une a la gente con el estado, con lo público, con la transformación y no la administración del orden.
De acuerdo al Documento del PSE, prestigiar lo “ciudadano” permite al sujeto social y político recuperar la soberanía sobre su entorno y condiciones, lograr articular un discurso propio en su colectivo de referencia y restablecer la dimensión de lo público.
Recupera identidad y soberanía sobre su espacio, pero muy lejos del “Identitarismo” reaccionario, es más bien una capacidad de aportar identidad a aquello más amplio que lo “local”.
Este rescate de lo ciudadano es una alternativa a las políticas neoliberales, es encontrar más allá del estado nacional, formas más apropiadas para los procesos democráticos. Las sociedades deben prestigiar este concepto, estando hoy día aún delineadas como una “sociedad mundial” impuesta por mercados económicos entrelazados.
Esta restitución de “lo ciudadano”, nos remite a las advertencias formuladas en la difundida concepción de la «constelación posnacional» de Jürgen Habermas.
Reasegurar jurídica y políticamente ” lo ciudadano” garantiza el futuro de la democracia, solventa la seguridad jurídica y la eficacia del estado administrador, la soberanía del estado territorial, la identidad colectiva y la legitimidad democrática del estado nacional en procesos transnacionales. Fortalece los fundamentos fiscales de la política social cada vez más debilitados y aumenta la capacidad para el control de lo macroeconómico. En fin, la soberanía ciudadana es la contraparte de la asfixia del estado nacional, que reduce progresivamente los recursos para cubrir sus necesidades de legitimación.
La ciudadanía en estos tiempos presupone un marco estatal y otro supraestatal, donde ésta se enfrenta a nuevas definiciones, frente a uniones políticas y económicas regionales como a su
posicionamiento frente a la globalización en general.
Amplias mayorías de la humanidad padecen restricciones a la circulación y a bienes básicos, como a trabajo e información, no pueden controlar los efectos de la globalización y menos aún, tienen representación en los dispositivos multi y transnacionales que se ocupan de ellos.
Referente a este aspecto y a otros relacionados a éstos, en la UE aparece en forma categórica, la importancia de lo local desde la dimensión institucional y también de la sociedad civil.
La globalización económica redujo acentuadamente los márgenes de las políticas económico-sociales de los estados-nación y tienden a integrarse en uniones políticas y económicas, que asumen un buen grado de las competencias estatales al respecto.
Es el caso de la UE, donde surgen los fenómenos de regionalismos, multiculturalismos y la necesidad de articular la existencia de grupos sociales con elementos fuertes de identidad específica.
Las crisis de representatividad y redimensionamiento de las instituciones pertinentes son innecesarias de mencionar, tienen la categoría de obviedad.
Lo local, lo global, la ciudadanía y el sujeto humano en ella contenido, las instituciones que los expresan y donde sus voces circulan, escapan al sólo ensamble económico.
Los sujetos políticos en tanto ciudadanos, deben ser voces políticas; de vida y proyectos para el avance y el progreso, no valores de mercado.
Volver a la Europa Social, es necesariamente dar vida a este concepto político de ciudadanía y presencia real a las instituciones que articulen la vida de las personas con los procesos económicos presentes.
Donde el ciudadano pueda aportar a su control y no ser controlado por ellos, donde la sociedad no aplaste al individuo.
Entonces la UE como todo acuerdo transnacional, podrá construir su vigencia a partir de la presencia del Civis que como tal, necesita un espacio e instituciones que lo legitimen y una Polis donde su vida sea real y concreta, para dejar los escritorios de tratados y acuerdos.
De otra forma estimamos que el proyecto europeo tardará bastante en tener una presencia efectiva en la vida diaria continental, necesita “identidad civil” sin la cual no hay pertenencia y sí “desencanto”. Y con deslegitimación no se pueden construir justamente estructuras legitimantes, que entendemos no es el desafío de los conservadores y sí el de las políticas progresistas.
El trabajo es intenso, pero es fundamental alentar a los críticos de buena fe más acentuados, para que después no digan, como advirtió Sartre: Como todos los soñadores, confundí el desencanto con la verdad.

(Versión en español)
Original: Instituto Campos Abiertos – Israel
Supervisión de edición en español: Graciela Nutkiewicz (Directora del Instituto Campos Abiertos)

*Carlos Braverman (Israel): Politólogo y Psicólogo, miembro de la Asociación de Derechos Civiles de Israel. Activista por una coexistencia judéo-árabe mutuamente justa y el altermundialismo. Miembro del Partido Meretz (Partido Socialista de Israel - Haifa). Presidente del Instituto Campos Abiertos (Investigaciones en Ciencias Políticas).

segunda-feira, maio 25, 2009